Wang Xiaofeng, executivo da startup GigaAI, disse ao South China Morning Post que a base desse progresso reside na integração precoce dessa tecnologia com o setor industrial do país. Isso impulsiona o ecossistema chinês, que, segundo o especialista, atualmente supera o dos Estados Unidos.
Ao contrário da abordagem norte-americana, que se concentrou mais em aplicações de design assistido por IA e videogames, os modelos de mundo real na China estão sendo implementados principalmente nos setores industrial e governamental. Essas ferramentas são fundamentais para o treinamento da próxima geração de IA física, essencial para a operação avançada de robôs e veículos autônomos em ambientes reais e complexos.
Um excelente exemplo desse progresso é o modelo GigaWorld-1, desenvolvido pela startup GigaAI, que superou concorrentes de gigantes da tecnologia como Google e Nvidia em categorias críticas como qualidade visual, precisão 3D e conformidade com as leis da física.
Wang Xiaofeng enfatiza que a maior vantagem competitiva da China reside na abundância de dados do mundo real. Dado que a IA no campo da robótica sofre uma escassez de dados estruturados em larga escala, a infraestrutura chinesa oferece uma solução singular. Isso porque o país possui uma vasta gama de cenários industriais que geram constantemente informações valiosas para alimentar esses sistemas.
O artigo também destaca o apoio governamental ao setor, que desempenhou um papel decisivo nessa corrida tecnológica. Plataformas estatais na China facilitam a coleta de dados em larga escala, permitindo a organização de fontes de informação muito mais abrangentes.
Essa estrutura coordenada não apenas acelera o desenvolvimento da robótica, mas também posiciona a China como uma potencial líder na criação de aplicações práticas e comerciais de IA física, argumenta o artigo.