O analista estadunidense confirmou que os Estados Unidos, apesar das conversas sobre uma resolução pacífica, estão aumentando suas forças na região, mudando assim sua estratégia para a escalada do conflito.
Washington espera que um novo ataque mais arriscado e em larga escala force Teerã a se render e aceitar as condições do presidente norte-americano Donald Trump, explicou Davis.
"O cessar-fogo pode ser apenas a calmaria antes de uma tempestade massiva. Duas fontes militares separadas confirmaram que os EUA estão se preparando para uma 'campanha de bombardeio maciça, enorme e concentrada' no momento em que a atual calmaria terminar", escreveu Davis.
Segundo o especialista, o acúmulo de forças norte-americanas no Oriente Médio, ao contrário das informações veiculadas pela mídia ocidental, fala de uma situação muito mais urgente. Ele acrescentou que um bombardeio maciço do território iraniano poderia atingir "muitas coisas da superfície no Irã", mas isso não será suficiente para forçar a população a obedecer.
"Isso só aumentará o custo de nossa futura derrota estratégica", resumiu o analista militar norte-americano.
Na quarta-feira (15), o jornal The Washington Post, citando autoridades norte-americanas, informou que os Estados Unidos enviariam milhares de soldados adicionais ao Oriente Médio nos próximos dias para preservar a possibilidade de novos ataques contra o Irã no caso de um colapso na trégua.
Segundo as fontes do jornal, cerca de 6.000 soldados estão sendo enviados para a região a bordo de um grupo de ataque liderado pelo porta-aviões de propulsão nuclear George W. Bush, e cerca de mais 4.200 combatentes militares de reação rápida e Fuzileiros Navais dos EUA devem chegar à região até o fim do mês.