"A Embraer pode aprender como os colombianos manejam e usam os equipamentos militares, já que o país sempre teve uma situação peculiar em defesa e segurança na América do Sul e situações como essa, fazem com que a doutrina e o uso dos equipamentos sejam adaptados para essas particularidades", disse.
"A Colômbia, durante muitos anos, foi assolada pela guerra civil, com as FARC, ELN, e outros grupos dissidentes. O uso de tecnologia, não no sentido de peças, mas sim, em experiência, em situações de combate e no manejo da própria equipe [colombiana] de pilotagem, pode trazer um grande conhecimento à Embraer", comenta.
Colômbia pode ser uma espécie de 'hangar brasileiro'
"A Colômbia é um país sul-americano com uma costa no Caribe e a fábrica da Embraer fica em Gavião Peixoto, no sudeste do Brasil, que é distante da própria Colômbia. Ou seja, se estabilizando no mercado colombiano, é possível abrir um mercado nas Américas para Embraer e chegar a outros países da região, o que é muito promissor", analisa.
"A Embraer é líder em aviões regionais, mas ainda não é um grande player em aviação intercontinental. Então, é possível que ela consiga operar dentro da Colômbia e, a partir dela, viajar ao Peru e abrir mercados no norte da América do Sul, no litoral do Pacífico. A Embraer também produz jatinhos executivos, o que pode criar mais possibilidades", discorre.
Tensão geopolítica na região une Brasília e Bogotá
"Politicamente, a análise muda de figura. Esse tipo de cooperação exige um relacionamento institucional e bilateral sólido entre os governos. O que não vem ocorrendo entre Colômbia e EUA. Mas as necessidades de defesa da Colômbia permanecem e isso a faz se aproximar da Embraer, que é de um país próximo e com tecnologia adaptável para a realidade colombiana", conclui.