O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou nesta quinta-feira (16) a retomada de suas relações com a Venezuela, após mais de seis anos de interrupção, abrindo caminho para um possível acesso do país a instrumentos de financiamento internacional.
A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, afirmou que o organismo atuará "com grande celeridade" para viabilizar apoio financeiro no futuro, destacando que já há interlocução com o governo liderado pela presidente interina, Delcy Rodríguez.
Segundo ela, o fundo iniciou a coleta de dados básicos e a avaliação da economia venezuelana após anos sem monitoramento — o FMI não publica uma análise completa do país desde 2004.
Georgieva ressaltou que a economia venezuelana ainda enfrenta uma crise profunda, mas apontou avanços que podem permitir a implementação de um programa de apoio, condicionado a reformas, maior transparência de dados e fortalecimento institucional.
A retomada formal ocorre em meio a mudanças políticas no país e ao aumento das expectativas de investidores sobre uma possível reestruturação da dívida venezuelana, processo que normalmente conta com o suporte de programas do FMI.