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PDT aciona STF para anular eleição na ALERJ que elegeu Douglas Ruas presidente

A eleição do deputado Douglas Ruas (PL) como presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) nesta sexta-feira (17) pode voltar a ser anulada.
Sputnik
Logo após o resultado dos votos, o Partido Democrático Trabalhista (PDT) decidiu entrar com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para anular o pleito e convocar um novo, com voto secreto. De acordo com a sigla nacional, o recurso será protocolado até segunda-feira (20).
Candidato único, Ruas foi eleito com 44 votos, 1 abstenção e 25 ausências — principalmente da oposição, em boicote ao modelo de voto. No discurso de posse, o novo presidente da ALERJ rebateu os adversários políticos que tentaram na Justiça barrar as eleições.
No Judiciário, o cenário segue indefinido, e o Supremo ainda não concluiu o julgamento sobre as regras da eleição para o governo-tampão, após pedido de vista do ministro Flávio Dino. Até o momento, há maioria provisória na Corte a favor da eleição indireta com voto aberto, mas a decisão final ainda pode mudar.
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Douglas Ruas é eleito presidente da ALERJ, sob boicote; Ricardo Couto segue como governador do RJ
Enquanto isso, o comando do estado permanece com o desembargador e presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto. O STF determinou que ele permanecesse no cargo até o julgamento definitivo, mesmo com a escolha de um novo presidente da Assembleia Legislativa, que seria o primeiro na linha sucessória do estado.
A Casa legislativa fluminense já havia votado para que Ruas assumisse a presidência no mês passado, mas o TJRJ entendeu que o processo eleitoral da assembleia só poderia ocorrer após o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) retotalizar os votos que foram recebidos pelo deputado Rodrigo Bacellar, ex-presidente da ALERJ, que perdeu o mandato ao ser condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) juntamente com o ex-governador Cláudio Castro, com inelegibilidade até 2030.
Eles foram condenados por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, no escândalo da "folha secreta de pagamento".
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