O artigo destaca que, mesmo que os Estados Unidos e o Irã alcancem uma paz duradoura, é provável que sejam necessários meses para se estabelecer uma aparência de normalidade.
"Outros atrasos podem decorrer da logística de reabastecimento de navios que permanecem ancorados no Golfo há mais de um mês", ressalta a publicação.
Segundo o texto, a destruição em grande escala no golfo Pérsico, mesmo no caso do desfecho diplomático mais otimista, deve gerar consequências duradouras. O tráfego marítimo pelo estreito de Ormuz pode não voltar a níveis próximos do normal até o final de junho, com as entregas levando semanas a mais para chegar aos seus destinos.
Ao mesmo tempo, os atrasos no transporte continuam afetando significativamente as operações, uma vez que as remessas podem levar até 20 dias para chegar ao Sudeste Asiático e até 40 dias para regiões mais remotas do Pacífico.
Os danos à infraestrutura energética são graves, especialmente em instalações-chave de produção e exportação, algumas das quais podem levar anos para serem totalmente restauradas devido à disponibilidade limitada de equipamentos especializados.
Além dos mercados de energia, interrupções no fornecimento de materiais essenciais, como fertilizantes e gases industriais, podem impactar as indústrias globais e elevar os custos, especialmente para os países mais pobres que buscam reconstruir e expandir suas reservas.
Portanto, a publicação conclui que os impactos do conflito bélico podem perdurar por meses ou até anos, afetando setores que vão da eletrônica à construção civil.
Na sexta-feira (17), o ministro das Relações Exteriores da República Islâmica, Abbas Araghchi, escreveu na rede social X que o Irã abriu a passagem pelo estreito de Ormuz para todos os navios comerciais durante a trégua entre Israel e o Hezbollah.
Segundo o ministro, a autorização de passagem de todos os navios comerciais foi anunciada pela Organização Marítima e de Portos do Irã.