"O presidente dos EUA fez sete declarações em uma hora, e todas são falsas. Eles não venceram a guerra com isso, e suas negociações não levarão a lugar nenhum", escreveu Ghalibaf em sua conta nas redes sociais.
Ele especificou que a passagem pelo estreito de Ormuz ocorrerá pela rota estabelecida e com a permissão de Teerã. Segundo Ghalibaf, todas as decisões sobre o assunto são tomadas no local, não nas redes sociais.
"A guerra midiática e a manipulação da opinião pública são uma parte importante da guerra, e o povo iraniano não cairá nesses truques", acrescentou.
O Irã ainda não concordou com a próxima rodada de negociações com os Estados Unidos devido ao bloqueio naval e às exigências excessivas, segundo a agência de notícias Tasnim.
Na sexta-feira (17), Teerã abriu o estreito de Ormuz ao tráfego comercial até o fim do cessar-fogo de 8 de abril, após o acordo firmado no Líbano, segundo o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi. Trump agradeceu ao Irã, mas se recusou a suspender o bloqueio de seus portos sem um acordo, afirmando que o Irã supostamente havia prometido não fechar o estreito e aceitado todas as condições do futuro acordo, incluindo a suspensão de seu programa nuclear.
Neste sábado (18), as Forças Armadas iranianas restabeleceram o controle militar sobre o estreito de Ormuz devido à continuidade do bloqueio norte-americano, informou o porta-voz das Forças Armadas iranianas, Ebrahim Zolfaghari.
"Infelizmente, os EUA [...] continuam a praticar pilhagem marítima e pirataria, chamando-as de bloqueio. Por essa razão, o controle sobre o estreito de Ormuz foi restabelecido. Este estreito estratégico está sob a gestão e o controle meticuloso das Forças Armadas [iranianas]", afirmou o comunicado transmitido pela televisão estatal iraniana.