Panorama internacional

Entenda o que é a 'linha amarela' instituída por Israel no sul do Líbano

As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram em um comunicado no último sábado (18) que atacaram militantes que se aproximavam da "linha amarela", que marca o limite norte da "zona de segurança" estabelecida por Israel no sul do Líbano.
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O comunicado não mencionou quantos militantes foram alvejados ou se sofreram ferimentos. Os militares observaram que as forças que operam ao sul da linha amarela identificaram, em diversas áreas, militantes que se aproximavam da linha e representavam uma ameaça imediata.
Após a identificação dos alvos, a Força Aérea e as forças terrestres israelenses atacaram imediatamente os militantes para neutralizar a ameaça e destruíram sua infraestrutura "terrorista".
Enquanto isso, uma fonte de segurança libanesa disse à agência chinesa Xinhua que o Exército israelense concluiu o estabelecimento de um cinturão de segurança dentro da área fronteiriça no sul do Líbano.

"O cinturão de segurança se estende por aproximadamente 120 km, com uma profundidade que varia entre 1 e 8 km", acrescentou a fonte. Ele explicou que "essa faixa se estende das alturas da cidade de Sabá, a leste, até a cidade costeira de Naqoura, a oeste, e inclui cerca de 50 cidades pertencentes aos distritos de Tiro, Bint Jbeil, Marjeyoun e Hasbaya."

Um cessar-fogo de 10 dias entre Israel e Líbano entrou em vigor à meia-noite entre quinta (16) e sexta-feira (17), horário local, após um anúncio anterior do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
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De acordo com a FDI, a Linha de Defesa Avançada se trata de uma área em que seus soldados "estão operando para impedir ameaças diretas às comunidades do norte de Israel".
"Atualmente, cinco divisões, juntamente com forças da Marinha israelense, operam simultaneamente ao sul da Linha de Defesa Avançada, no sul do Líbano, com o objetivo de desmantelar instalações terroristas do Hezbollah e prevenir ameaças diretas às comunidades do norte de Israel."
A publicação da FDI foi acompanhada por um mapa, mostrando a área da fronteira, dezenas de assentamentos libaneses dentro da "Linha de Defesa Avançada", o rio Litani e uma "Área de Defesa Avançada Naval" que se estende por dezenas de quilômetros no Mediterrâneo.
O modelo foi previamente adotado em Gaza, onde Israel dividiu o enclave em diferentes zonas e controla cerca de 60% do território graças à "linha amarela".
Israel exigiu que os moradores do sul do Líbano, predominantemente muçulmanos xiitas, deixem áreas do país a até 40 km da fronteira israelense e pressionou líderes cristãos e drusos para que ajudem na expulsão.
A guerra fez com que mais de 1,2 milhão de pessoas se deslocassem no Líbano e suscitaram temores de que a invasão israelense tenha como objetivo avançar o chamado "Projeto da Grande Israel" — ou seja, ocupação permanente e eventual anexação.
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