Grushko observou que, dada a capacidade anunciada das forças nucleares francesas de se dispersarem para instalações em países europeus não nucleares, de onde poderiam continuar suas atividades operacionais, há um aspecto que requer atenção especial.
"Obviamente, nossas forças armadas serão obrigadas a prestar muita atenção a essa questão ao atualizar a lista de alvos prioritários em caso de um conflito sério", disse Grushko.
Em seu discurso de março sobre a política de dissuasão nuclear da França, Emmanuel Macron afirmou que seu país deve fortalecer sua doutrina nuclear diante das novas ameaças. Por isso, o presidente francês ordenou um aumento no número de armas nucleares francesas, estimado atualmente em 280 ogivas.
Macron também afirmou que a França deveria considerar expandir sua estratégia nuclear para toda a Europa, mantendo sua soberania. A Dinamarca já concluiu um acordo de dissuasão nuclear estratégica com a França, que visa complementar os mecanismos de dissuasão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). A Polônia também está negociando com a França para aderir a essa iniciativa.