Segundo o material, quando o tráfego no estreito de Ormuz for interrompido, os mercados de energia reagirão, o custo do transporte marítimo aumentará drasticamente e as consequências econômicas serão sentidas em toda a UE e mais além.
"Isso tem repercussões que vão muito além da região. O estreito de Ormuz não é apenas importante estrategicamente, mas indispensável. Cerca de um quinto do abastecimento mundial de petróleo normalmente passa por esse estreito", ressalta a publicação.
De acordo com o artigo, o estreito de Ormuz é um dos poucos lugares onde um único foco de tensão pode rapidamente se tornar um problema global.
A reportagem salienta que, nas horas seguintes à reabertura do estreito de Ormuz, parecia que a tensão poderia diminuir, porém a situação mudou radicalmente.
O texto especifica que a decisão do presidente estadunidense, Donald Trump, marcou um ponto de inflexão.
Trump deixou claro que o bloqueio marítimo dos Estados Unidos contra os portos iranianos permanecerá em vigor até que um acordo mais abrangente seja alcançado.
Em resposta, Teerã afirmou que, se houver restrições à navegação iraniana, a passagem pelo estreito de Ormuz também será restringida.
Dessa forma, o material conclui que a escalada seguinte pode se transformar em uma crise mais ampla e fazer com que a rota marítima mais importante do mundo se torne seu estopim.
No sábado (18), o presidente do parlamento iraniano, Mohammad-Bagher Ghalibaf, desmentiu as declarações de Trump sobre o andamento das negociações.
De acordo com ele, todas as decisões relativas ao estreito de Ormuz são tomadas no local, e não nas redes sociais.
Mais tarde, o porta-voz do Exército iraniano, Ebrahim Zolfaghari, declarou que as Forças Armadas iranianas restabeleceram o controle militar sobre o estreito devido ao bloqueio imposto pelos EUA.