Panorama internacional

Força Aérea dos EUA perde pilotos que migram para setor civil com salários mais altos, diz mídia

A Força Aérea dos EUA enfrenta dificuldades para reter pilotos, com cerca de 1.800 vagas em aberto, já que as companhias aéreas comerciais recrutam cerca de 7.600 aviadores com formação militar anualmente, atraindo-os com bônus de contratação no valor de US$ 7,5 mil (R$ 37,4 mil), informa uma mídia estadunidense.
Sputnik
O material destaca que os pilotos da Força Aérea dos Estados Unidos são recursos extremamente valiosos e altamente treinados do Pentágono.

"A diferença salarial entre a aviação militar e a comercial aumentou tanto que um comandante sênior de aeronaves de fuselagem larga […] pode ganhar entre US$ 450 mil [R$ 2,24 mi] e US$ 550 mil [R$ 2,74 mi] por ano — mais do que o dobro do teto salarial básico de US$ 200 mil [R$ 996,7 mil] para pilotos da Força Aérea, independentemente da patente ou da experiência", ressalta a publicação.

Segundo a reportagem, a Força Aérea dos Estados Unidos oferece salários elevados, benefícios e uma missão de prestígio, mas enfrenta dificuldades para manter um número suficiente de pilotos no serviço.
Panorama internacional
Irã abate caças da Força Aérea dos EUA e Washington realiza operação de resgate da tripulação
A principal razão é que as companhias aéreas comerciais oferecem, além de salários mais altos, maior controle sobre os horários e uma vida familiar mais estável, tornando a saída do serviço atraente tanto financeiramente quanto pessoalmente.
Os pilotos da Força Aérea dos EUA também enfrentam longas missões, mudanças frequentes de local de trabalho e uma parcela cada vez maior de trabalho administrativo em vez de voar.
Mesmo considerando o salário de voo, bônus, auxílios de moradia e alimentação, assistência médica e benefícios de aposentadoria, a remuneração militar é limitada de uma forma que a remuneração das companhias aéreas não é.
Como resultado, o artigo conclui que muitos pilotos migram para as companhias aéreas mais cedo, onde podem ganhar mais e acumular antiguidade mais rapidamente, agravando o problema de retenção de pessoal da Força Aérea estadunidense.
Panorama internacional
Força Aérea dos EUA recebe caças F-35 sem radares, o que pode limitar na hora do combate, diz portal
Anteriormente, uma mídia ocidental informou que a Guarda Aérea Nacional dos EUA está solicitando um grande impulso nas aquisições de jatos de caça, pois o subinvestimento prolongado deixou sua frota desatualizada, com fuselagens envelhecidas que enfrentam crescentes demandas de manutenção e despesas operacionais.
Segundo a matéria, a Guarda Aérea Nacional dos EUA busca financiamento plurianual para adquirir de 72 a 100 novos caças anualmente. É apontado que as aquisições atuais permanecem em torno de 48 a 64 caças, sendo que 24 F-35A e 24 F-15EX estão programados para serem adquiridos no ano fiscal de 2026.
Cortes profundos nas compras do F-22 e do F-35, combinados com alta demanda de manutenção e baixa disponibilidade de aeronaves, têm alimentado uma grave escassez de caças na Força Aérea.
Acompanhe as notícias que a grande mídia não mostra!

Siga a Sputnik Brasil e tenha acesso a conteúdos exclusivos no nosso canal no Telegram.

Já que a Sputnik está bloqueada em alguns países, por aqui você consegue baixar o nosso aplicativo para celular (somente para Android).

Comentar