O material destaca que os pilotos da Força Aérea dos Estados Unidos são recursos extremamente valiosos e altamente treinados do Pentágono.
"A diferença salarial entre a aviação militar e a comercial aumentou tanto que um comandante sênior de aeronaves de fuselagem larga […] pode ganhar entre US$ 450 mil [R$ 2,24 mi] e US$ 550 mil [R$ 2,74 mi] por ano — mais do que o dobro do teto salarial básico de US$ 200 mil [R$ 996,7 mil] para pilotos da Força Aérea, independentemente da patente ou da experiência", ressalta a publicação.
Segundo a reportagem, a Força Aérea dos Estados Unidos oferece salários elevados, benefícios e uma missão de prestígio, mas enfrenta dificuldades para manter um número suficiente de pilotos no serviço.
A principal razão é que as companhias aéreas comerciais oferecem, além de salários mais altos, maior controle sobre os horários e uma vida familiar mais estável, tornando a saída do serviço atraente tanto financeiramente quanto pessoalmente.
Os pilotos da Força Aérea dos EUA também enfrentam longas missões, mudanças frequentes de local de trabalho e uma parcela cada vez maior de trabalho administrativo em vez de voar.
Mesmo considerando o salário de voo, bônus, auxílios de moradia e alimentação, assistência médica e benefícios de aposentadoria, a remuneração militar é limitada de uma forma que a remuneração das companhias aéreas não é.
Como resultado, o artigo conclui que muitos pilotos migram para as companhias aéreas mais cedo, onde podem ganhar mais e acumular antiguidade mais rapidamente, agravando o problema de retenção de pessoal da Força Aérea estadunidense.
Anteriormente, uma mídia ocidental informou que a Guarda Aérea Nacional dos EUA está solicitando um grande impulso nas aquisições de jatos de caça, pois o subinvestimento prolongado deixou sua frota desatualizada, com fuselagens envelhecidas que enfrentam crescentes demandas de manutenção e despesas operacionais.
Segundo a matéria, a Guarda Aérea Nacional dos EUA busca financiamento plurianual para adquirir de 72 a 100 novos caças anualmente. É apontado que as aquisições atuais permanecem em torno de 48 a 64 caças, sendo que 24 F-35A e 24 F-15EX estão programados para serem adquiridos no ano fiscal de 2026.
Cortes profundos nas compras do F-22 e do F-35, combinados com alta demanda de manutenção e baixa disponibilidade de aeronaves, têm alimentado uma grave escassez de caças na Força Aérea.