Segundo o material publicado, a dependência das empresas em todo o mundo das tecnologias de IA produzidas nos Estados Unidos pode ser considerada uma ferramenta de colonialismo.
"O colonialismo de IA pressupõe, antes de mais nada, o perigo de que países dependentes de inteligência artificial desenvolvida pelos EUA possam aumentar essa dependência a tal ponto que restem poucas alternativas, o que destruirá sua posição de negociação em relação às corporações norte-americanas", diz o texto do jornal.
Citando especialistas, a publicação escreve que no campo da inteligência artificial existem três riscos. Esses riscos são:
O risco econômico (pagamento pelos serviços de IA estrangeira leva à saída de capital do país);
O risco de saída de informações valiosas dos países usuários;
O risco de interferência nos assuntos internos pelos Estados nos quais as empresas de desenvolvimento de IA estão registradas.
Os autores da publicação marcaram que, em uma sessão fechada no âmbito da Conferência de Segurança de Munique, alguns políticos e especialistas expressaram suas preocupações sobre "uma nova forma de colonização".
Segundo o jornal, sua preocupação é causada pelo domínio dos EUA no campo da inteligência artificial, que se manifesta na obtenção de grandes quantidades de informação, conhecimento e capital pelos líderes no campo da IA.
Os participantes da conferência também propuseram a criação de mecanismos que visam monitorar e regular a IA. Por exemplo, a introdução de medidas para garantir uma maior transparência dos algoritmos com os quais a inteligência artificial opera.