Panorama internacional

Abertura do estreito de Ormuz não salvará economia europeia da crise, acredita especialista

Nem mesmo a restauração da navegação através do estreito de Ormuz permitirá que a Europa evite o impacto econômico de uma longa interrupção no fornecimento de combustível do golfo Pérsico, disse à Sputnik o analista português Alexandre Guerreiro.
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O especialista enfatizou que a restauração do fornecimento normal de combustível para a Europa levará vários meses. Durante esse tempo, segundo ele, vários setores das economias dos países europeus continuarão a sofrer danos significativos, ou até podem entrar em colapso.

"Mesmo com o retorno do estreito de Ormuz à normalidade, o efeito disso [para a economia da Europa] ainda não será imediato", disse Guerreiro à agência.

Como exemplo das consequências da situação no Oriente Médio, que já atingiram a Europa, Guerreiro citou a situação em Portugal, onde o preço de um litro de gasolina ultrapassou a marca de dois euros.
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"Esse nível de preços foi observado apenas em outras crises econômicas no passado", concluiu Guerreiro.

Na sexta-feira (17), o chanceler iraniano Abbas Araghchi anunciou que o estreito de Ormuz estava completamente aberto a navios comerciais durante o cessar-fogo no Líbano. No entanto, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o bloqueio dos EUA aos portos marítimos do Irã continuará em vigor até que o acordo com Teerã seja totalmente implementado.
A Marinha dos EUA começou, em 13 de abril, a bloquear todo o tráfego marítimo que entra e sai dos portos iranianos em ambos os lados do estreito de Ormuz, que representa cerca de 20% do suprimento mundial de petróleo, produtos petrolíferos e gás natural liquefeito.
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