Panorama internacional

EUA vão continuar pagando preços mais altos pela gasolina até 2027, segundo autoridades

Os preços da gasolina nos Estados Unidos não diminuirão até 2027, de acordo com estimativas das próprias autoridades.
Sputnik
Apesar das garantias de diversas vozes dentro do governo federal norte-americano de que os custos dos combustíveis se estabilizariam até o final do ano, antes das eleições de meio de mandato, a probabilidade de isso acontecer é quase nula.
Uma dessas vozes foi a do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, que previu que os preços dos combustíveis começariam a cair no próximo ano, assim que o conflito no Oriente Médio fosse resolvido.

"Estou otimista de que, em algum momento entre 20 de junho e 20 de setembro, poderemos ter gasolina a US$ 3,00 [R$ 14,96] o galão", afirmou ele em uma coletiva de imprensa onde discutiu o progresso das negociações para a reabertura do estreito de Ormuz.

Pouco otimismo sobre o assunto

O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, mostrou-se menos otimista durante uma entrevista à CNN, afirmando que a previsão de Bessent não se concretizará.
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Segundo Wright, os preços dos combustíveis não diminuirão até o final deste ano, o que pode complicar as eleições de meio de mandato para o Partido Republicano.
De acordo com a Associação Automobilística Americana (AAA), o preço médio da gasolina nos EUA está em torno de US$ 4,10 (R$ 20,45), em contraste com os menos de US$ 3,00 pagos antes do início da ofensiva israelense-americana no Irã.

Esse aumento inesperado complica o cenário eleitoral para o Partido Republicano, que buscará manter o controle do Congresso nas eleições de meio de mandato em novembro.

Segundo uma pesquisa da Universidade Quinnipiac citada pela CNBC, 65% dos eleitores culpam o presidente norte-americano Donald Trump pelo aumento dos preços dos combustíveis, enquanto 57% desaprovam sua gestão da economia.
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