Apesar das garantias de diversas vozes dentro do governo federal norte-americano de que os custos dos combustíveis se estabilizariam até o final do ano, antes das eleições de meio de mandato, a probabilidade de isso acontecer é quase nula.
Uma dessas vozes foi a do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, que previu que os preços dos combustíveis começariam a cair no próximo ano, assim que o conflito no Oriente Médio fosse resolvido.
"Estou otimista de que, em algum momento entre 20 de junho e 20 de setembro, poderemos ter gasolina a US$ 3,00 [R$ 14,96] o galão", afirmou ele em uma coletiva de imprensa onde discutiu o progresso das negociações para a reabertura do estreito de Ormuz.
Pouco otimismo sobre o assunto
O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, mostrou-se menos otimista durante uma entrevista à CNN, afirmando que a previsão de Bessent não se concretizará.
Segundo Wright, os preços dos combustíveis não diminuirão até o final deste ano, o que pode complicar as eleições de meio de mandato para o Partido Republicano.
De acordo com a Associação Automobilística Americana (AAA), o preço médio da gasolina nos EUA está em torno de US$ 4,10 (R$ 20,45), em contraste com os menos de US$ 3,00 pagos antes do início da ofensiva israelense-americana no Irã.
Esse aumento inesperado complica o cenário eleitoral para o Partido Republicano, que buscará manter o controle do Congresso nas eleições de meio de mandato em novembro.
Segundo uma pesquisa da Universidade Quinnipiac citada pela CNBC, 65% dos eleitores culpam o presidente norte-americano Donald Trump pelo aumento dos preços dos combustíveis, enquanto 57% desaprovam sua gestão da economia.