O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a extensão do cessar-fogo com o Irã até a conclusão das negociações, atendendo a um pedido do chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, e do primeiro-ministro, Shehbaz Sharif. Segundo ele, a medida permitiria que Teerã apresentasse "uma proposta unificada" para encerrar o conflito.
Apesar disso, o cenário mudou rapidamente. O Irã cancelou sua participação nas negociações previstas para quarta-feira (22), em Islamabad, alegando que as conversas se tornaram "uma perda de tempo" devido a supostas violações americanas e exigências excessivas, segundo a agência Tasnim.
De acordo com fontes iranianas, o Paquistão chegou a anunciar que Washington teria aceitado um marco de negociação proposto por Teerã, mas os Estados Unidos teriam recuado posteriormente. O Irã também afirmou ter cumprido compromissos, como a reabertura do estreito de Ormuz, enquanto os EUA mantiveram o bloqueio na região.
Em meio ao impasse, o vice-presidente americano, J. D. Vance, cancelou sua viagem ao Paquistão, onde participaria das negociações, segundo relatos da mídia dos EUA.
Mesmo com a extensão da trégua, Trump declarou que as Forças Armadas americanas continuarão o bloqueio e permanecerão "prontas e capazes" para qualquer cenário, indicando que a possibilidade de retomada das hostilidades segue no radar.
O colapso das negociações e o endurecimento das posições aumentam a incerteza sobre o futuro do cessar-fogo, firmado há duas semanas, e elevam o risco de uma nova escalada no conflito caso não haja avanço diplomático.