O motivo do atrito foi a decisão de Balcázar de adiar o pagamento das aeronaves para depois da posse do novo presidente — o segundo turno da eleição está previsto para junho.
Os ministros afirmaram que os contratos foram assinados na segunda-feira (20) e que o adiamento colocava a segurança do país em risco.
Ao renunciar, o chanceler, Hugo de Zela, declarou à rádio peruana que o presidente interino tira a credibilidade do Peru, transformando-o "em um parceiro em quem não se pode confiar". Segundo ele, o primeiro pagamento deveria ter sido efetuado ontem (21).
Também em entrevista à radio local, o ministro da Defesa, Carlos Díaz, declarou que sua renúncia devia-se à suspensão da compra, defendida por ele como uma "necessidade estratégica de segurança e defesa da nação".
O processo para aquisição dos caças começou em 2024, para renovar a frota, que tem cerca de 30 anos.
O Ministério da Defesa estudou propostas dos modelos Rafale, da França; Gripen, da Suécia; e F-16 Block 70, dos EUA.
Entre as aeronaves de combate do país, há aviões Mirage 2000; MiG-29, da Rússia; e belarussos Sukhoi-27.
Renúncia por falhas nas eleições
Ontem (21), o chefe do órgão eleitoral que organizou as eleições gerais no Peru, Piero Corvetto, renunciou após falhas que impediram cerca de 50 mil eleitores de votar no primeiro turno, em 12 de abril, e prejudicaram a apuração do pleito, que ainda não foi finalizada.
A Junta Nacional Eleitoral declarou que os problemas foram técnicos. De acordo com o órgão eleitoral, a contagem dos votos deve terminar em meados de maio.