Segundo dados do Instituto Nacional de Estadística y Censos de Argentina (INDEC), divulgados nesta quarta-feira (22), na comparação com fevereiro do ano passado, o recuo foi de 2,1% na medição dessazonalizada.
Na comparação interanual, o valor não caía tanto desde setembro de 2024, quando a economia do país reduziu 2,4%. A perda em relação ao mês anterior também foi a maior desde dezembro de 2023.
O índice apresentou dois meses com resultados positivos que alimentavam a percepção de que a atividade poderia ter começado a se recuperar.
Na comparação com janeiro de 2025, oito dos setores registraram alta, com destaque para a pesca, com aumento de 14,8%, e a exploração de minas e pedreiras, com avanço de 9,9%.
Por outro lado, sete setores registraram queda na comparação interanual, entre os quais se destacam a indústria de transformação (-8,7%) e o comércio (-7%). Esses dois segmentos reduziram em 2,2 pontos percentuais a variação interanual.
O ministro da economia argentino, Luis Caputo, minimizou os dados negativos em sua conta nas redes sociais:
"Além da queda pontual de fevereiro, a tendência subjacente, medida pelo indicador tendência-ciclo, continuou em terreno positivo, com alta de 0,1%. Esse indicador acumula quase dois anos de expansão ininterrupta […]. Em 2026, o mês teve dois dias úteis a menos do que em 2025, além de ter sido registrado uma greve geral", justificou.