Segundo o ministro, os recursos fazem parte dos ativos venezuelanos no organismo e só poderão ser devolvidos caso Caracas volte a integrar plenamente o sistema do FMI.
"A única maneira de recuperarmos esses US$ 5 bilhões, que pertencem ao povo venezuelano, é participando novamente do sistema do Fundo Monetário Internacional", declarou Cabello durante um ato com movimentos sociais no estado de Cojedes.
O ministro ressaltou que o governo não discute a contração de novas dívidas, mas a recuperação de recursos já existentes, que, segundo ele, deverão ser destinados a setores estratégicos como energia elétrica, saúde e reajustes salariais.
Durante o evento, realizado no âmbito da chamada "Grande Peregrinação", que exige o fim das sanções dos Estados Unidos, Cabello afirmou que as medidas restritivas impostas a Caracas tiveram um impacto "terrível" sobre a população venezuelana.
De acordo com o dirigente, as sanções estão ligadas a uma campanha internacional contra o país. Representantes de setores locais também denunciaram efeitos diretos das restrições, incluindo limitações no acesso a tecnologias para hospitais e universidades.
A Venezuela avançou recentemente na normalização de suas relações com organismos financeiros internacionais após anos de isolamento, o que pode abrir caminho para o acesso a recursos e à reestruturação econômica do país.