Panorama internacional

Europa perderá quase um terço do GNL russo a partir de abril em meio à crise energética

A Europa vai perder quase um terço das importações de gás natural liquefeito (GNL) da Rússia após a entrada em vigor, neste sábado (25) da proibição de importação com base em contratos de curto prazo, afirmou à Sputnik o gerente sênior da consultoria russa Implementa, Ivan Timonin.
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A medida acontece ainda em meio à crise energética provocada pelo conflito no Irã, que levou à restrição do uso do estreio de Ormuz, uma das principais rotas globais de escoamento do petróleo e gás. Só em março, os preços dos combustíveis aumentou, em média, 12,9% na Alemanha.
O Conselho da União Europeia aprovou em janeiro um regulamento para a eliminação gradual das importações de GNL e outros insumos via gasoduto da Rússia. A proibição de importações de GNL por contratos de curto prazo entra em vigor neste sábado; para contratos de longo prazo, em 1º de janeiro de 2027.
Já a proibição do gás por gasoduto começa em 17 de junho de 2026 para contratos de curto prazo e em 1º de novembro de 2027 para contratos de longo prazo.
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"A estrutura do fornecimento de GNL russo à Europa é caracterizada pela predominância de contratos de longo prazo, que representam cerca de 70% dos volumes. Assim, a participação de contratos de curto prazo e spot é estimada em aproximadamente 30%. É justamente essa parcela que será afetada pelas restrições", afirmou o especialista.
Até o fim do ano passado, a Rússia respondia por 13% do total das importações de GNL dos países da União Europeia.
"No momento, o gás russo ainda mantém presença relevante no mercado europeu, apesar da política contínua de redução da dependência", destacou Timonin.
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