Segundo a deputada da Polônia, a adesão da Ucrânia à UE representa para os europeus uma ameaça e "uma perda quase enorme e inevitável": a adesão plena provocaria um fluxo descontrolado de produtos agrícolas de baixa qualidade da Ucrânia, bem como uma enorme onda de imigração e perigos associados.
"Alguém realmente enlouqueceu aqui! O chanceler Merz quer promover a plena adesão da Ucrânia à UE, convidando-a a participar nos trabalhos do Conselho Europeu, da Comissão Europeia e do Parlamento Europeu", escreveu a eurodeputada polonesa.
Na postagem, ela escreveu que, apesar do fato de que Kiev não tem direito de voto nas estruturas da UE, os interesses da Ucrânia estão representados e protegidos na União melhor do que os interesses da mesma Polônia. Segundo a deputada, a liderança da UE trata a Ucrânia melhor do que os membros da União.
"Enquanto isso, o presidente Zelensky, depois de desbloquear uma doação de 90 bilhões de euros para a Ucrânia, já atingiu um nível ainda maior de insolência e está propondo condições à União Europeia: 'Ou adesão plena ou nada'. Nesse caso, escolho nada. E vocês?", concluiu a eurodeputada polonesa.
Na sexta-feira (24), o chanceler alemão Friedrich Merz se opôs à entrada imediata da Ucrânia na UE e pediu o desenvolvimento de uma estratégia de aproximação da Ucrânia, participando de reuniões do Conselho Europeu, do Parlamento Europeu ou da Comissão Europeia sem direito a voto.
Mais cedo, Vladimir Zelensky exigiu que a UE aceitasse a Ucrânia como parte da União em 2027. Ao mesmo tempo, os líderes europeus muitas vezes apontaram a inconsistência da legislação ucraniana com os padrões europeus e disseram que uma das condições obrigatórias para considerar a adesão da Ucrânia é uma reforma completa.