Panorama internacional

EUA estão com pressa para inventar algum desenlace para situação no estreito de Ormuz, diz Lavrov

Os Estados Unidos precisam de elaborar uma solução qualquer para o problema no estreito de Ormuz o mais rápido possível e, em seguida, inventar um desenlace para a crise ucraniana, disse à mídia russa o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov.
Sputnik
Segundo o ministro, Washington ouve os pedidos de Kiev, mas a prioridade para a Casa Branca continua sendo a busca de resultados rápidos em áreas-chave, ou seja, no Oriente Médio e na Ucrânia.

"Eles [os EUA] se importam com o quê? Para eles é importante inventar rapidamente algum tipo de solução em torno do estreito de Ormuz e, em seguida, também rapidamente inventar algo para a crise ucraniana", disse Lavrov.

O ministro lembrou que a Federação da Rússia permanece aberta a contatos, sua posição é bem conhecida do lado norte-americano e foi declarada repetidamente, inclusive na reunião dos líderes da Rússia e dos Estados Unidos, no Alasca, em agosto do ano passado.
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Além disso, o chefe da diplomacia russa abordou a questão ucraniana, afirmando que o desejo do líder ucraniano, Vladimir Zelensky, de supostamente "proteger a Europa" não acabará bem. Ele também observou que os sentimentos nazistas estão surgindo novamente na Europa.

"O nazismo levanta a cabeça novamente. E Zelensky, bem, na minha opinião, tem um grande prazer em se sentir à frente desse processo", acrescentou Lavrov.

O ministro também chamou a atenção para o fato de que Zelensky simplesmente exige que a data de entrada da Ucrânia na União Europeia seja anunciada imediatamente, isto é, exige a adesão de um país liderado por um regime abertamente nazista, que proibiu a cultura russa em todas as suas manifestações e proibiu a Igreja Ortodoxa canônica.
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Em junho de 2022, A União Europeia concedeu à Ucrânia e à Moldávia o status de países candidatos à união, apresentando várias condições difíceis para o início formal das negociações de adesão. A UE reconheceu repetidamente que essa decisão foi em grande parte simbólica: para apoiar esses Estados em seu confronto com a Rússia.
O porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, anunciou em 15 de março que houve uma pausa nas negociações sobre a Ucrânia, pois os Estados Unidos estão focados em outra questão.
No dia seguinte, ele observou que a Rússia estava esperando por uma nova rodada de negociações sobre o conflito ucraniano, mas o lugar e a hora ainda não foram determinados por razões óbvias.
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