Segundo a matéria, tanto o Irã quanto os Estados Unidos querem usar o bloqueio da rota marítima como alavanca de pressão e ferramenta estratégica. No entanto, os lados empregam maneiras diferentes de exercer controle sobre o estreito.
"Enquanto a Marinha dos EUA opera no golfo de Omã com a ajuda de grandes navios de guerra, o Irã defende seus interesses com uma frota de lanchas de alta velocidade", diz a publicação.
Imagens de satélite mostraram que um grande número de barcos de patrulha se movimentava no estreito. Em 22 de abril, por exemplo, foi registrado o movimento de 30 desses barcos. Ao mesmo tempo, não se sabe o número exato de embarcações usadas pelo Irã.
Citando fontes iranianas, a reportagem informou que os barcos iranianos da classe Taregh não são apenas otimizados para evitar a detecção por radar, mas também são capazes de transportar mísseis de cruzeiro.
Nos meados de abril, a Marinha dos EUA começou a bloquear todo o tráfego marítimo que entrava e saía dos portos iranianos em ambos os lados do estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo global, derivados e suprimentos de gás natural liquefeito.
Anteriormente, a representante oficial da chancelaria russa, Maria Zakharova, afirmou que o Irã controla a passagem de navios pelo estreito de Ormuz e que os Estados Unidos não podem contestar esse fato, mesmo com todas as forças militares concentradas na região do Oriente Médio.