O Itamaraty informou que a família estava em casa, no distrito de Bint Jeil, no sul do Líbano, no momento do bombardeio. Segundo a pasta, o outro filho do casal, também brasileiro, encontra-se hospitalizado.
Ao expressar sinceras condolências aos familiares das vítimas, o Brasil reiterou a mais "veemente condenação a todos os ataques perpetrados durante a vigência do cessar-fogo" tanto por parte do governo de Israel como do grupo libanês Hezbollah.
Em nota, o ministério criticou o ataque que chamou de "exemplo das reiteradas e inaceitáveis violações ao cessar-fogo anunciado em 16 de abril, as quais já resultaram na morte de dezenas de civis libaneses, incluindo mulheres e crianças, assim como de uma jornalista e de dois integrantes franceses da Força Interina das Nações Unidas no Líbano [UNIFIL, na sigla em inglês]."
O governo brasileiro também condenou as demolições sistemáticas de residências e de outras estruturas civis no sul do Líbano, levadas a efeito, ao longo das últimas semanas, pelas forças israelenses, e a persistência do deslocamento forçado de mais de 1 milhão de libaneses.
A nota também pede o cumprimento integral dos termos da Resolução 1701 (2006) do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), que estabeleceu os termos do cessar-fogo que encerrou a guerra de 2006, bem como a "imediata cessação das hostilidades, com a retirada completa das forças israelenses do território libanês".
A Embaixada do Brasil na capital do Líbano, Beirute, está em contato com a família dos brasileiros falecidos para prestar assistência consular, incluindo para o filho hospitalizado, informou o Itamaraty na nota.
Israel anuncia mais ações no Sul do Líbano
Mais cedo, o Exército de Israel anunciou mais ações contra supostas instalações do movimento xiita no sul do Líbano, apesar do cessar-fogo temporário das hostilidades.
"As forças atacaram e neutralizaram os terroristas para eliminar a ameaça", indicaram as FDI, que também relataram a morte de três supostos militantes e a destruição de um alegado quartel do grupo em Bint Jbeil.
Na quinta-feira (16), o primeiro cessar-fogo entre as partes foi anunciado. No entanto, diversas violações por parte de Israel da trégua temporária foram notadas, o que levou o Hezbollah a revidar os ataques. Desde março, a escalada já deixou mais de 2,5 mil, segundo as autoridades libanesas.