Discursando na Conferência "Contornos da nova arquitetura de segurança coletiva: questões atuais da parceria de informação e análise da OTSC" em Moscou, Shevtsov chamou atenção para a militarização sistemática dos países-membros da OTAN no continente europeu.
"O reforço das atividades de inteligência. O aumento do número e da escala dos exercícios das Forças Armadas da aliança perto das fronteiras da OTSC, em primeiro lugar perto das ocidentais", disse Shevtsov.
Ele observou o uso ativo de instrumentos do chamado soft power, agressão cultural e humanitária e o uso de tecnologias de revoluções coloridas.
O vice-secretário do Conselho de Segurança alertou também que o Ocidente continua provocando novos conflitos militares, incluindo em estreita proximidade com as fronteiras russas e de outros Estados-membros da OTSC.
"Os ocidentais continuam apoiando os existentes e provocando novos conflitos militares e cataclismos econômicos em diferentes regiões do mundo. Incluindo, infelizmente, em torno da Rússia e de outros países da OTSC", ressaltou Shevtsov.
Segundo Shevtsov, as consequências desses conflitos ainda não são sentidas, mas muitos países em diferentes partes do mundo já começaram a limitar o consumo de energia e reduzir a produção, o que inevitavelmente levará a uma queda no padrão de vida.
"É só o começo. A continuação da política neocolonialista e o fomento de novas crises levará ao colapso das cadeias logísticas, à escassez de energia, fertilizantes, alimentos, desemprego e fome", acrescentou.
Nos últimos anos, a Rússia tem denunciado uma atividade sem precedentes da OTAN perto de suas fronteiras ocidentais. A aliança expande suas iniciativas e classifica isso como "contenção da agressão russa".
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia enfatizou que o país permanece aberto ao diálogo com a OTAN, mas em pé de igualdade, e que o Ocidente precisa abandonar o curso de militarização do continente.