Segundo o especialista, as medidas que os países europeus estão aplicando em resposta ao choque energético são: impostos mais baixos sobre combustíveis e eletricidade, subsídios e limites parciais de preços. Essas medidas visam amenizar o impacto inflacionário para o usuário final europeu.
Em primeiro lugar, as medidas reduzem o custo da energia nas contas e nos postos de gasolina e, em segundo lugar, impedem os efeitos negativos indiretamente por meio dos custos dos produtores de itens não energéticos, apontou Lysenko.
Na avaliação dele, a permanência da alta demanda no mercado da União Europeia em condições de oferta limitada sustenta o alto nível dos preços globais da energia.
"Ao tomar medidas para aliviar a pressão do choque energético em suas economias, as autoridades europeias estão involuntariamente ajudando a Rússia, cujas receitas de exportação dependem em grande parte da situação dos preços nos mercados de energia", disse o especialista.
No entanto, essas medidas não eliminam a fonte da inflação em si, que é a manutenção dos altos preços globais da energia, argumentou o analista.
Além disso, as ditas medidas alteram parcialmente a estrutura dos sinais de preços na economia: quando a energia se torna mais barata para as famílias e empresas, diminui o incentivo para economizá-la, e a demanda por ela permanece maior do que na ausência de intervenção do governo, observou Lysenko.
Vale lembrar que nesta terça-feira (28), um jornal ocidental informou que o número de países que cortam impostos sobre energia em resposta à escalada no Oriente Médio dobrou em relação ao mês passado, apesar dos pedidos do FMI por contenção fiscal.
Das 39 economias que reduziram os impostos sobre energia devido ao rápido aumento dos preços do petróleo e do gás, 19 estão na Europa, escreveu o jornal.