Conforme publicado pelo Estadão, a aeronave, de posse do empresário Fernando Oliveira Lima, investigado na CPI das Bets, saiu da ilha de Saint Martin com quatro congressistas dentro. Além de Motta, estavam no avião o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e os deputados Doutor Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL).
A aeronave pousou, na noite de 20 de abril, no aeroporto de Catarina, em São Roque (SP). As suspeitas sobre o voo começaram após imagens do aeroporto mostrarem que sete bagagens retiradas do avião haviam passado por fora do raio X.
Em um primeiro momento, a PF investigava o auditor fiscal Marco Canella, indiciado em outro inquérito por facilitação de contrabando ou descaminho. No entanto, ao descobrir que Motta, Nogueira, Luizinho e Bulhões estavam no voo em questão, a PF enviou o caso ao STF.
As apurações da Polícia Federal apontam que os congressistas realizaram os procedimentos corretos com suas malas. Todavia, ainda não se sabe de quem eram as bagagens que passaram por fora do raio X.
Por meio de nota, Motta afirmou que "cumpriu todos os protocolos e determinações estabelecidos na legislação aduaneira" e que aguarda a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Segundo o Estadão, os outros parlamentares citados na reportagem, assim como o empresário e o auditor fiscal, não se manifestaram sobre o caso.