Na segunda-feira (27), veículos de imprensa ocidentais, com base em relatos de um funcionário dos EUA e de outras duas fontes a par do assunto, divulgaram que o Irã ofereceu a Washington um acordo que prevê a reabertura do estreito de Ormuz e o adiamento das discussões sobre a questão nuclear.
"Na segunda-feira [27], o presidente Trump disse a seus assessores que não estava satisfeito com a última proposta do Irã de reabrir o estreito de Ormuz e acabar com a guerra", escreveu o jornal.
A proposta iraniana também pedia que os Estados Unidos suspendessem o bloqueio naval e adiassem as discussões sobre o programa nuclear iraniano, exigências que desagradaram o chefe da Casa Branca. Segundo a publicação, aceitar esta proposta pode fazer com que Donald Trump fique sem a vitória.
"Adiar as negociações nucleares poderia ser uma maneira de chegar rapidamente a um acordo e reduzir a pressão sobre os mercados mundiais de energia e finanças."
No entanto, a decisão de suspender as negociações nucleares significaria que Donald Trump não atingiu o principal objetivo de sua guerra contra o Irã, que é tirar o urânio de Teerã. Além disso, Trump não pode suspender o bloqueio do estreito de Ormuz, já que o bloqueio visa privar o Irã da capacidade de exportar petróleo, explicou o jornal.
"Mesmo que os bombardeios recomeçam, há pouca evidência de que isso possa mudar o processo de tomada de decisão no Irã. Alguns funcionários do governo [norte-americano] estão céticos em relação à disposição do Irã de fazer concessões e dizem que um acordo para abrir o estreito é o melhor caminho a seguir", resumiu a publicação.
Nos meados de abril, a Marinha dos EUA começou a bloquear todo o tráfego marítimo que entrava e saía dos portos iranianos em ambos os lados do estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo global, derivados e suprimentos de gás natural liquefeito.