"No cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo", diz o texto.
Esta é a segunda redução seguida, após a primeira queda desde maio de 2024, em meio ao aumento das incertezas externas, especialmente em razão da guerra no Irã, que pode impactar cadeias globais de suprimento e os preços de commodities — fatores com efeitos diretos e indiretos sobre a inflação no Brasil.
De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos.
Apesar da crise no Oriente Médio, a decisão aponta que as projeções de inflação estão em linha com as metas. Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, a meta fixada foi de 3%, podendo a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%.
Segundo o banco, as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia, e as projeções do BC vislumbram o ano de 2027 fechado.