Henningsen destacou que Trump também pode simular uma mudança de governo no Irã para, supostamente, estabelecer contato com o novo governo.
"Trump pode decidir armar um falso acordo de paz: ele mesmo assinará algum documento e fingirá que foi um iraniano ou outra pessoa quem o assinou", ressaltou.
Segundo o analista, Trump provavelmente obrigará algum iraniano a assinar um documento e anunciá-lo como novo presidente, da mesma forma que fez com Juan Guaidó.
Então, após isso, Donald Trump poderia apoiar esse novo "sucessor" do líder iraniano por algum tempo. Portanto, o especialista geopolítico concluiu que isso continuará até que uma nova crise abale a situação.
No dia 28 de fevereiro, os EUA e Israel iniciaram uma série de ataques contra alvos no território iraniano. Em 8 de abril, as partes anunciaram um cessar-fogo de duas semanas.
As negociações realizadas posteriormente em Islamabad, no entanto, terminaram sem resultados. Embora não haja relatos de retomada das hostilidades, os EUA iniciaram um bloqueio aos portos iranianos.
Na semana passada, Trump prorrogou o cessar-fogo com Teerã de forma unilateral até o término das negociações. Na segunda-feira (27), a mídia iraniana informou que Teerã transmitiu a Washington, por meio de intermediários, uma fórmula em três etapas para a continuação do diálogo.
O tema da primeira fase será o fim da guerra e a obtenção de garantias de que não haverá novas ações militares contra a República Islâmica do Irã e o Líbano.