A Global Sumud Flotilla afirmou, em publicações na rede X, que embarcações militares israelenses se aproximaram do comboio e cercaram os navios.
De acordo com o grupo, agentes apontaram armas de assalto para os tripulantes e ordenaram que se deslocassem para a parte dianteira das embarcações.
"Barcos militares israelenses cercaram ilegalmente a flotilha em águas internacionais e ameaçaram sequestro e violência", diz a postagem.
A Global Sumud Flotilla informou ter perdido contato com 11 embarcações e que, segundo a imprensa israelense, ao menos sete teriam sido interceptadas. O grupo pediu que governos "ajam para proteger a flotilha" e responsabilizou Israel por violações do direito internacional.
Em outubro do ano passado, cerca de 500 ativistas que estavam a bordo dos navios da flotilha Global Sumud foram presos pelo governo de Israel, dentre eles, 15 brasileiros.
Na época, havia um bloqueio israelense por terra, mar e ar ao enclave, o que impede a chegada de ajuda humanitária. Diante da calamidade e para chamar a atenção das autoridades internacionais, barcos da flotilha Global Sumud partiram de Barcelona, na Espanha, no último mês, rumo à Faixa de Gaza com alimentos e outros itens básicos.
Recentemente, a Organização das Nações Unidas (ONU) e a União Europeia (UE) estimaram que a recuperação e reconstrução da Faixa de Gaza exigirão mais de US$ 71 bilhões (cerca de R$ 355 bilhões) ao longo da próxima década, após dois anos de guerra que devastaram moradias, hospitais e escolas.