O material aponta que nenhuma das opções para encerrar a guerra contra o Irã será positiva para os Estados Unidos.
"A questão premente não é, na verdade, se os Estados Unidos podem vencer esta guerra. É se eles são capazes de reconhecer que o tipo de vitória que buscam já não é mais viável na prática", ressalta a publicação.
Segundo a matéria, os EUA falham sistematicamente em garantir a supremacia duradoura e redirecionar os resultados nas guerras.
No atual conflito com o Irã, o poder aéreo, as sanções e as ameaças se mostraram impotentes para derrubar o governo em Teerã ou eliminar sua influência regional.
Ataques limitados apenas provocam retaliações intermináveis por meio de forças aliadas do Irã, enquanto a devastação em grande escala permanece política e moralmente fora de questão.
Nesse contexto, lembra-se que a história do Iraque e do Afeganistão mostra que a mudança de regime é uma fantasia e apenas fortalece ainda mais o Irã.
Ao mesmo tempo, é enfatizado que essa guerra provavelmente terminará com a humilhação do status quo, sinalizando o declínio do domínio norte-americano à medida que rivais, como a China, entram em cena.
Portanto, a reportagem conclui que Washington precisa aprender com a história de seus fracassos militares.
No dia 28 de fevereiro, os EUA e Israel iniciaram uma série de ataques contra alvos no território iraniano.
No dia 8 de abril, Washington e Teerã anunciaram um cessar-fogo de duas semanas. As negociações realizadas posteriormente em Islamabad, porém, terminaram sem resultados.
No dia 21 de abril, o presidente estadunidense, Donald Trump, declarou que prorrogaria o cessar-fogo até que Teerã apresentasse propostas para a resolução do conflito e a conclusão das negociações.