A Rostec salienta que a tecnologia desses cartuchos se baseia no efeito de cristalização da água por meio do iodeto de prata.
"As gotas nas nuvens permanecem líquidas em temperaturas negativas [até -40 °C], enquanto todas as precipitações se formam na forma de partículas sólidas de gelo. Para provocar chuva, é necessário 'enganar' a nuvem, seja resfriando-a abruptamente com a pulverização de refrigerantes, seja semeando-a com reagentes que formam cristais de gelo", detalha o comunicado.
Segundo a matéria, os iniciadores de chuva atuam em cadeia: basta um grama de iodeto de prata espalhado na nuvem para que caiam 10 mil toneladas de chuva. Ao ser disparado, o PV-26M lança uma cápsula pirotécnica de 82 gramas contendo um reagente que queima por pelo menos 40 segundos.
Um conjunto de 390 cartuchos é suficiente para provocar precipitação em massas de nuvens com área de até 25 mil km². Como resultado, a "magia" da nuvem já ajudou a combater grandes incêndios florestais em várias regiões da Rússia, conclui a Rostec.
Anteriormente, a Rostec informou que uma subsidiária da corporação estatal russa desenvolveu uma linha de sistemas optoeletrônicos para sistemas aéreos não tripulados, bem como para complexos robóticos terrestres e marítimos.
Segundo a companhia, o equipamento é capaz de detectar alvos móveis e fixos a qualquer hora do dia ou da noite. Ao mesmo tempo, observa-se que o uso de redes neurais em algumas versões permite identificar o tipo de objeto.