Segundo a publicação, as duas moedas no valor de um penny com a imagem do Cordeiro de Deus foram cunhadas por volta de 1009, quando o rei Ethelred II governava a Inglaterra, e o país estava sob forte pressão devido a repetidos ataques dos vikings.
Segundo historiadores, a cunhagem de moedas representando símbolos religiosos tornou-se uma resposta política e espiritual à crise da agressão dos vikings. Ethelred tentou mobilizar a igreja e o reino contra a ameaça vinda do norte da Europa.
Moedas raras anglo-saxônicas representando o Cordeiro de Deus foram encontradas na Dinamarca
"A ideia era clara: se a resistência militar não bastasse, talvez as imagens sagradas ajudassem a proteger o reino", diz o texto da matéria.
Como era de se imaginar, a medida não funcionou, e os vikings continuaram a saquear a Inglaterra. Além disso, essas moedas raras foram capturadas, cuidadosamente armazenadas e possivelmente usadas pelos próprios vikings.
Para os vikings, os símbolos cristãos poderiam ter prestígio, valor exótico, significado espiritual ou simplesmente apelo visual. Pela ironia da história e da guerra, o símbolo da luta contra o inimigo foi capturado por ele próprio e usado como troféu.
"A moeda, destinada à proteção divina contra invasões, atravessou o mar do Norte e entrou no mundo material das pessoas que deveria parar", diz o artigo.
Apenas cerca de 30 exemplares dessas moedas com a imagem do Cordeiro de Deus são conhecidos no mundo. Pouquíssimos foram encontrados na Inglaterra. A maioria apareceu na Escandinávia e nos países bálticos, muitas vezes com pequenos laços, sugerindo que foram convertidos em pingentes ou amuletos.