A falência deve resultar em milhares de demissões e deixa pelo menos 800 mil clientes que voaram entre 1º e 15 de maio desatendidos. Com os voos cancelados, passageiros e funcionários ficaram presos em várias regiões dos Estados Unidos, Caribe e América Latina.
O fechamento também marca o primeiro de uma companhia aérea em meio a crise instituída pelo aumento dos custos de combustíveis devido à guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã.
"Todos os voos da Spirit foram cancelados e os passageiros da Spirit não devem se dirigir ao aeroporto", informou a companhia aérea em um comunicado à imprensa.
Uma matéria do fim de março do jornal britânico o Financial Times, citando dados de mercado, reportou que as 20 maiores companhias aéreas do mundo perderam aproximadamente US$ 53 bilhões (mais de R$ 278,9 bilhões) em valor de mercado desde o início dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã.
Na sexta-feira (1º), o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que a Casa Branca apresentou uma proposta final à Spirit e seus credores para tentar resgatar a empresa.
Nesse mesmo dia, Trump enviou uma carta ao Congresso, notificando o fim das hostilidades contra o Irã, especificando que o contingente dos EUA permaneceria na região para dissuadir potenciais ameaças de Teerã. De acordo com a Lei dos Poderes Militares de 1973, o presidente dos EUA pode usar o poder militar no exterior sem autorização do Congresso por até 60 dias.
Para a oposição democrata, no entanto, a carta é uma "farsa" e "uma tentativa de contornar o Congresso", uma vez que assim Trump não violaria a constituição ao manter tropas estacionadas contra o país.