O comentário refere-se ao anúncio do Pentágono sobre a retirada de 5 mil militares americanos da Alemanha. O processo deve levar entre 6 e 12 meses.
"Finalmente: 5 mil soldados americanos a menos na Alemanha! Um passo que já deveria ter sido dado há muito tempo. Cerca de 40 mil tropas dos EUA e armas nucleares americanas em Büchel não deveriam estar aqui. Não podemos mais arcar com essa presença militar cara e que ameaça a paz", disse Dagdelen na rede X.
Já o chefe do comitê de defesa do Bundestag alemão, Thomas Rowekamp, descreveu a retirada parcial das tropas dos EUA da Alemanha como um "sinal de alerta", mas afirmou que “não é motivo para pânico”.
Diante desses acontecimentos, a responsabilidade da Alemanha na área de defesa aumentará, disse ele, pedindo às autoridades que fortaleçam as capacidades defensivas do país.
A Alemanha abriga aproximadamente 38 mil tropas dos EUA, o maior contingente de forças armadas americanas na Europa.
Na quarta-feira (29), o presidente dos EUA, Donald Trump, levantou a possibilidade de reduzir as tropas norte-americanas na Alemanha. Dois dias antes, ele criticou duramente o chanceler alemão, Friedrich Merz, por sua posição em relação ao Irã, ao dizer que o país persa humilhou os EUA.
Em 1º de abril, Trump anunciou que estava considerando seriamente a possibilidade de se retirar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) depois que a aliança se recusou a auxiliar Washington em sua operação contra o Irã. Ele chamou a resposta dos aliados ao pedido de uma "mancha indelével" e enfatizou que os EUA não precisam da assistência dos países da OTAN, que, segundo ele, estão fazendo todo o possível para negá-la.