O parlamentar afirma o crime foi cometido em ato conjunto na abertura do evento Agrishow 2026, em 27 de abril, em Ribeirão Preto (SP), com indícios de pré-campanha para a eleição presidencial de 2026 antes do prazo legal.
A representação destaca que o discurso ocorreu em um espaço institucional do governo paulista, com uso de palco oficial, identidade visual do Estado e transmissão em canal público. O uso da estrutura do governo estadual para promoção política é prática vedada quando recursos públicos são utilizados com finalidade eleitoral.
A representação afirma ainda que o conteúdo das falas teve caráter eleitoral, mesmo sem pedido explícito de voto.
No documento, ele menciona que Tarcísio fala de Flávio Bolsonaro como "nosso pré-candidato a presidente da República" e também como "nosso próximo presidente" e que Bolsonaro reforçou a fala ao falar da escolha para o futuro do país.
"A lei eleitoral estabelece limites claros", afirmou Zarattini. A Procuradoria-Geral da República deve analisar o pedido e decidir sobre a abertura de eventual procedimento para apurar os fatos.