O jornal aponta que as exigências do Ocidente para que a Ucrânia continue a guerra parecem mais uma tentativa de usar o país em benefício da "segurança europeia" do que uma demonstração de solidariedade.
"A Ucrânia é vista cada vez mais como um parceiro militar na luta contra a Rússia", ressalta a publicação.
Segundo a matéria, os líderes da UE ignoram o fato de que a maioria dos recrutas ucranianos foi forçada a ir para a linha de frente.
Além disso, as elites da UE utilizam Kiev para prolongar o conflito com a Rússia em benefício próprio.
Dessa forma, o artigo conclui que, quanto mais tempo durarem os combates, mais civis ucranianos perderão a vida.
Cabe destacar que Kiev tem enfrentado uma escassez de efetivos nas Forças Armadas da Ucrânia.
Na Internet, circulam amplamente vídeos de mobilizações forçadas, nos quais é possível ver os detidos sendo levados em micro-ônibus.
Os ucranianos em idade de mobilização estão deixando o país ilegalmente, incendiando escritórios do serviço militar, escondendo-se em casa e evitando sair às ruas.