Segundo diplomatas europeus ouvidos pela revista Foreign Policy, não há grande confiança quanto à continuidade dos próximos pacotes no âmbito da PURL. Ao mesmo tempo, autoridades da administração do presidente Donald Trump estariam enviando sinais pouco encorajadores a Kiev.
"Quando converso com autoridades americanas, elas veem a Ucrânia como um país que não conseguiria sobreviver um ou dois dias sem apoio internacional", afirmou o diplomata.
De acordo com a publicação, parte da administração dos EUA pode não acreditar na capacidade de resistência da Ucrânia. Sem Washington, Kiev teria opções limitadas, especialmente no campo da defesa aérea e antimísseis.
Anteriormente, Donald Trump já havia demonstrado irritação com a recusa de Vladimir Zelensky em fechar um acordo para encerrar o conflito.
A Rússia sustenta que o envio de armas à Ucrânia dificulta uma solução negociada, envolve diretamente os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) no conflito e representa uma "brincadeira com fogo".
O ministro das Relações Exteriores Sergei Lavrov afirmou que qualquer carregamento contendo armamentos destinados à Ucrânia será considerado alvo legítimo. O Kremlin também declarou que o aumento do fornecimento de armas pelo Ocidente não contribui para as negociações e terá efeitos negativos.