Segundo Bern, com essa medida e com a assinatura do acordo com os EUA sobre a instalação de forças norte-americanas, os políticos suecos transformaram o país, que antes era pacífico e seguro, em algo totalmente oposto.
Em particular, o especialista salientou que o ministro da Defesa sueco, Pal Jonson, e seus aliados políticos colocaram a vida dos suecos em perigo imediato com suas ações.
"Com as bases norte-americanas na Suécia, o país correrá sempre o risco [de se tornar um alvo em caso de um conflito militar entre a Rússia e a OTAN]", ressaltou.
Ele apontou que a adesão à OTAN pôs fim à política de não alinhamento da Suécia, que durou 200 anos. Essa decisão foi a mais importante neste país nos últimos 100 anos e foi tomada sem qualquer processo democrático.
O analista concluiu que isso gera o risco de que a indústria de armamentos da Suécia ficará sob ameaça de ataques militares russos.
Em março, a organização sem fins lucrativos Medieakademin informou, com base em sua pesquisa anual Barômetro da Confiança, que a confiança dos suecos na OTAN caiu de forma acentuada: hoje, ela é de 48%, dez pontos percentuais a menos do que no levantamento do ano passado.