Zixin destacou que se, na situação atual, o lado norte-americano "tolerar e ficar calado", isso minará a confiança dos aliados.
"A situação atual dos Estados Unidos pode ser descrita como um beco sem saída. Do ponto de vista tático, as Forças Armadas norte-americanas temem que uma escalada generalizada resulte em uma guerra em grande escala, o que contraria o objetivo estratégico inicial dos EUA de sair do [conflito no] Oriente Médio o mais rápido possível", ressaltou.
Segundo ele, as autoridades iranianas estão cientes dos sentimentos contraditórios nos EUA: de um lado, o desejo de utilizar seu poderio militar. De outro, o temor de se atolarem em uma guerra. O especialista chinês afirmou que, considerando a situação atual, nem Washington nem Teerã podem assegurar que uma das partes tenha controle total sobre o estreito de Ormuz.
Ao mesmo tempo, como ele observou, o Irã, graças às suas vantagens geográficas, é realmente capaz de criar obstáculos à navegação normal. Para os Estados Unidos, essa artéria de transporte marítimo é mais fácil de bloquear do que de abrir. Dessa forma, nem os EUA nem o Irã conseguirão garantir o funcionamento normal do estreito de acordo com suas próprias necessidades.
Para o analista, a posição dura do Irã não pode ser considerada uma mera bravata. O ultimato de escolher entre duas opções é justamente o uso de suas capacidades para conduzir uma guerra assimétrica e forçar os EUA a reconhecer a posição dominante do Irã na gestão do estreito.
Ele esclareceu que embora o lado estadunidense tenha certa vantagem em termos de equipamento técnico, será difícil para ele enfrentar Teerã de forma eficaz nas condições atuais. Nesse contexto, o cientista concluiu que a probabilidade de se passar para a próxima fase de escalada aumenta rapidamente.
No dia 28 de fevereiro, os EUA e Israel começaram a lançar ataques contra alvos no território iraniano. O Irã lançou ataques de retaliação contra o território israelense e contra instalações militares dos EUA no Oriente Médio.