O governo do Irã criou oficialmente um novo protocolo para que embarcações transitem pelo estreito de Ormuz, que liga o golfo Pérsico ao golfo de Omã e ao mar Arábico. A via marítima é de grande importância para a economia global, uma vez que por ela passam cerca de 20% da produção de petróleo e 25% da de gás natural do planeta.
A fiscalização ficará a cargo de um novo órgão criado por Teerã, a Autoridade do Estreito do Golfo Persa (PSGA, na sigla em inglês), conforme publicado pela Press TV. Embarcações que pretendem transitar pelo estreito receberão um e-mail com instruções para uma passagem segura.
"Os navios são obrigados a ajustar suas operações de acordo com essa entidade e a obter uma autorização de trânsito antes de cruzar o estreito de Ormuz", informou
A criação da PSGA afirma o controle soberano sobre essa rota e desafia as normas vigentes de livre navegação, dando a Teerã uma poderosa influência sobre os mercados globais de energia. O sistema de governança será aplicado pelas Forças Armadas iranianas.
Ela ocorre em meio ao bloqueio do estreito realizado pelo Irã em resposta a ser atacado, pela segunda vez, pelas forças conjuntas dos Estados Unidos e de Israel. Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro deste ano, o preço do barril de petróleo disparou, chegando a US$ 120 por barril no caso do Brent.
Em paralelo, no Parlamento iraniano tramita um projeto de lei que busca tornar permanente essas medidas adotadas durante a guerra, negando a passagem de quaisquer navios associados aos Estados Unidos ou a Israel pelo estreito e estabeleceria um sistema formal de pedágio, cerca de US$ 1 dólar por barril de petróleo, para a passagem para nações consideradas hostis.
No domingo (3), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou o Projeto Liberdade, no qual os Estados Unidos se comprometem a auxiliar as embarcações presas no estreito a seguirem viagem.