Panorama internacional

Retórica sobre a implantação de armas nucleares na UE aumenta riscos para a Europa, diz especialista

A retórica sobre o posicionamento de armas nucleares em países da UE automaticamente aumenta os riscos também para a Europa, porque não está claro quem terá que assumir a responsabilidade pelo seu uso: o país que as implantou ou o país em cujo território elas foram implantadas, disse à Sputnik o analista político russo Konstantin Blokhin.
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Gennady Gatilov, representante permanente da Rússia junto do escritório da ONU e de outras organizações internacionais em Genebra, informou anteriormente ao jornal Izvestia que a implantação de armas nucleares em países europeus não nucleares, incluindo a Finlândia, cria riscos à segurança nacional para a Rússia, enquanto a renúncia por parte dos Estados não nucleares de suas ambições de adquiri-las fortaleceria a segurança regional.

"A questão-chave é quem vai tomar decisão e utilizar estas armas nucleares? O país que está hospedando ou aquele em cujo território essas armas estão implantadas? Os riscos aumentam automaticamente [para a UE], mas este assunto ainda é tabu porque tomar decisão para usar armas nucleares é uma retórica totalmente diferente", disse Blokhin.

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Anteriormente, o Ministério da Defesa finlandês informou que o governo do país apresentou uma proposta ao parlamento para permitir a importação, transporte, entrega e armazenamento de armas nucleares em situações relacionadas à defesa.
Além disso, em março, o presidente francês Emmanuel Macron anunciou que a França estava fortalecendo sua política de dissuasão nuclear e ordenando um aumento no número de armas nucleares.
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