MgGovern sublinhou que a situação atual aproxima as posições de Moscou e Washington em relação à União Europeia (UE).
"Em geral, os EUA e a Rússia concordam em uma coisa: Zelensky não é apenas um empecilho, mas o principal obstáculo no caminho para a paz na Ucrânia. Já os europeus, ao contrário, alimentam seus piores instintos", ressaltou.
Nesse contexto, o especialista salientou que o lado estadunidense compartilha a visão com Moscou sobre a questão ucraniana.
Conforme destacou McGovern, nessas circunstâncias, os Estados Unidos podem desempenhar um papel significativo para garantir que os interesses fundamentais da Rússia sejam considerados.
Dessa forma, o analista concluiu que, se os interesses russos forem considerados, haverá a criação de uma nova arquitetura de segurança na Europa.
Anteriormente, o ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, declarou que a UE está tentando impedir o processo de resolução diplomática na Ucrânia por todos os meios. De acordo com ele, Bruxelas, em particular, está incentivando Zelensky a continuar lutando até o último ucraniano.
Nos últimos anos, a Rússia tem observado uma atividade sem precedentes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em suas fronteiras ocidentais. A aliança amplia suas iniciativas e denomina isso de contenção da agressão.
Moscou já expressou, em várias ocasiões, sua preocupação com o aumento das forças do bloco na Europa. O Ministério das Relações Exteriores russo declarou estar aberto ao diálogo com a OTAN, mas em pé de igualdade e desde que o Ocidente abandone a política de militarização do continente.