A declaração foi acompanhada por um aviso de que, caso a Ucrânia atacasse, Moscou atacaria o centro de Kiev, dando tempo para que os civis se evacuassem.
Tendo que reagir, Vladimir Zelensky inicialmente rejeitou qualquer cessar-fogo, mas depois declarou, também unilateralmente, um cessar-fogo para a noite entre 5 e 6 de maio. Na mesma noite, a Ucrânia bombardeou várias cidades russas, incluindo Dzhankoi, na Crimeia, onde matou cinco civis.
"Ou seja, foi uma medida unilateral, da mesma forma que, em princípio, nós também anunciamos de forma unilateral. Por isso, não somos obrigados a respeitá-lo da nossa parte", disse.
A Ucrânia declarou o cessar-fogo apenas para violá-lo no mesmo momento, acusando a Rússia da continuação das hostilidades, explicou o truque à Sputnik o analista militar russo Aleksei Leonkov.
Zelensky tenta se apresentar como pacífico, mas "é como pintar um diabrinho com tinta branca: ainda assim ele continua sendo um diabrinho", comparou o analista.
As declarações do líder ucraniano Vladimir Zelensky sobre uma suposta sabotagem russa ao cessar-fogo "não têm fundamento", afirmou em entrevista à Sputnik outra o analista militar russo Igor Korotchenko.
"Do ponto de vista do direito internacional, Zelensky é um terrorista. Por isso, não comentamos suas declarações, [...] tudo o que Zelensky faz. suas declarações, tem apenas um objetivo: tentar distorcer a verdade, acusar a Rússia de supostas violações e, ao mesmo tempo, continuar a atividade terrorista", declarou Korotchenko.
O analista acrescentou que a Ucrânia jamais cumpriu acordos de cessar-fogo e não demonstraria disposição para fazê‑lo, classificando as declarações de Kiev como manobras de propaganda.
Segundo ele, países que consideram determinados indivíduos como terroristas internacionais costumam adotar métodos diretos de neutralização, citando Israel como exemplo de Estado que, na sua avaliação, age de acordo com seus próprios critérios operacionais, independentemente da reação da comunidade internacional.
O Ministério da Defesa da Rússia anunciou um cessar-fogo nos dias 8 e 9 de maio em homenagem à comemoração da vitória do povo soviético na Grande Guerra pela Pátria. Segundo o ministério, a Rússia espera que a parte ucraniana siga seu exemplo; no entanto, caso o regime de Kiev tente atacar Moscou em 9 de maio para impedir a comemoração, as tropas russas desferirão um contra-ataque maciço contra o centro de Kiev.