Segundo a representante oficial da chancelaria russa, Maria Zakharova, o alerta foi feito após declarações do ucraniano Vladimir Zelensky sobre a possibilidade de ações contra Moscou durante as celebrações de 9 de maio, data em que a Rússia comemora a vitória da União Soviética sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial.
Na nota diplomática, o governo russo "insta enfaticamente" as autoridades estrangeiras a "garantir a evacuação antecipada da cidade de Kiev do pessoal das missões diplomáticas e de outras representações, assim como de cidadãos".
O documento tratou ainda da "inevitabilidade de um ataque de retaliação das Forças Armadas da Rússia contra Kiev, incluindo centros de tomada de decisão", caso a Ucrânia leve a cabo "planos terroristas criminosos durante os dias de celebração da Grande Vitória".
Zakharova declarou que o aviso do Ministério da Defesa russo emitido em 4 de maio foi uma "medida de resposta" às ameaças feitas por Zelensky durante a cúpula da Comunidade Política Europeia em Yerevan, na Armênia.
"Não falamos a partir de uma posição de agressão, mas sim da posição de uma resposta inevitável à agressão", informou.
A representante oficial também criticou países europeus presentes no encontro por não condenarem as falas atribuídas a Zelesnky. Segundo Zakharova, "nenhum deles repreendeu o líder do regime de Kiev".
Na declaração, o governo russo ainda acusou países ocidentais de ser "cúmplices dos planos criminosos do regime de Kiev" ao fornecer armamentos à Ucrânia. Moscou também afirmou que o alerta "não deve ser ignorado" e precisa ser tratado "com extrema seriedade".