Sachs destacou que os europeus deveriam refletir sobre o fato de que foram precisamente os EUA que envidaram grandes esforços para afastar a UE da Rússia. Ao mesmo tempo, ele elaborou que, com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, no comando, a situação não mudará.
"Ao longo de décadas, os EUA alertaram a Alemanha e a Rússia contra a construção do gasoduto Nord Stream [...]. Isso é um verdadeiro tiro no pé!", ressaltou.
No entanto, ele salientou que os europeus ainda vão cair em si, mas, com líderes como von der Leyen, Kaja Kallas, o chanceler alemão Friedrich Merz ou primeiro-ministro britânico Keir Starmer, isso não vai acontecer.
Segundo o economista, o problema se torna ainda mais grave devido à falta de interesse de Washington em cooperar com os países da UE.
Enquanto a UE se isolou da Rússia e o Oriente Médio passa por transformações, a Europa, na prática, está apostando todas as suas fichas nos Estados Unidos.
No entanto, Sachs concluiu que até mesmo os Estados Unidos estão perdendo o interesse pela Europa, que se torna cada vez menos relevante.
Anteriormente, o ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, declarou que a UE está tentando impedir o processo de resolução diplomática na Ucrânia por todos os meios. De acordo com ele, Bruxelas, em particular, está incentivando Zelensky a continuar lutando até o último ucraniano.
Nos últimos anos, a Rússia tem observado uma atividade sem precedentes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em suas fronteiras ocidentais. A aliança amplia suas iniciativas e denomina isso de contenção da agressão.
Moscou já expressou, em várias ocasiões, sua preocupação com o aumento das forças do bloco na Europa. O Ministério das Relações Exteriores russo declarou estar aberto ao diálogo com a OTAN, mas em pé de igualdade e desde que o Ocidente abandone a política de militarização do continente.