De acordo com o artigo publicado, as duas inscrições datam do século I a.C. e são a primeira evidência direta da presença de mercadores romanos em Teos, mesmo antes do início da plena era do Império Romano.
"Os romanos que negociavam aqui reverenciavam Menophantos, filho de Apollonides, que servia como agoranomos", diz a primeira inscrição descoberta.
Nas cidades gregas, os agoranomos eram responsáveis pelo bom funcionamento do mercado, incluindo comércio, preços, ordem e resolução de disputas comerciais.
A inscrição diz que Menophantos cumpriu seus deveres "bem e gloriosamente" e foi ornado com uma coroa de ouro. Não foi um gesto casual. No mundo civil grego, tais honras eram uma expressão pública de gratidão e uma demonstração de status.
Primeira inscrição grega que diz: "Os romanos que negociavam aqui reverenciavam Menophantos, filho de Apollonides, que servia como agoranomos"
© Foto / Uzun, T. (2026)
A segunda inscrição indica que os habitantes de Teos também homenagearam Menophantos com uma coroa de ouro. Esse detalhe é importante porque indica que Menophantos gozava de reconhecimento tanto da sociedade civil local quanto dos empresários romanos que estavam ativamente envolvidos na economia da cidade.
Os pesquisadores sugeriram que esse Menophantos mereceu tal honra por sua ajuda em questões comerciais relacionadas à venda ou ao transporte do famoso mármore de Teos. De acordo com outra hipótese, ele foi premiado pela resolução bem-sucedida de uma disputa comercial.
Segunda inscrição grega que diz: "Os habitantes de Teos também homenagearam Menophantos com uma coroa de ouro"
© Foto / Uzun, T. (2026)
Vale ressaltar que a palavra grega para mercadores corresponde à palavra romana "negotiatores". Na terminologia romana, "negotiatores" frequentemente se referiam a investidores, financistas, credores e grandes empresários que atuavam nas economias provinciais.
Para os arqueólogos, essa descoberta tem um importante significado cultural: ela mostra como Roma penetrou na Anatólia não apenas por meio de exércitos e governadores, mas também por meio de contratos, navios, missões comerciais e pessoas cujos nomes foram esculpidos em pedra pelo seu sucesso no comércio.