"Os tiranossauros eram os predadores terrestres dominantes do Hemisfério Norte no final do Cretáceo", disse a primeira autora Josephine Nielsen, mestranda da Universidade de Aarhus, e seus colegas, detalha Sci.News.
Os tiranossaurídeos eram carnívoros megapredadores, com crânios fortemente construídos bem adaptados para suportar forças extremas de mordida e alta pressão. Com uma mordida capaz de triturar osso, mesmo de presas muito maiores do que eles mesmos, segundo evidenciado por coprólitos contendo fragmentos ósseos.
Usando digitalização 3D, Nielsen e os coautores identificaram 16 marcas de mordida em um osso de pé fossilizado que pertencia a um tiranossauro gigante.
"Ao criar uma versão digital, consegui focar em detalhes muito pequenos", explicou a pesquisadora.
"Analisei a profundidade, o ângulo e o posicionamento das marcas em um ambiente virtual 3D e posso documentar que essas marcas de mordida não ocorreram por acaso", disse Nielsen. "São marcas precisas dos dentes de um tiranossauro menor que se alimentava de um parente muito maior", acrescentou.
O estudo fornece uma visão de como nada foi desperdiçado durante a era dos dinossauros e que esses animais também eram carniceiros. Os ossos dos pés duros provavelmente foram consumidos tarde no processo de decomposição, depois que a maior parte da carne já havia desaparecido.
O osso do pé tem 10 cm de comprimento e é de um tiranossauro que, na vida, media 10-12 metros e pesava várias toneladas.