A revista salienta que o custo do conflito militar de US$ 25 bilhões (R$ 122,4 bilhões) reivindicado pelo secretário da Guerra dos EUA, Pete Hegseth, perante o Congresso era falso. Isso equivale a uma negação das despesas crescentes das hostilidades no Irã, um dos vários resultados previsíveis da decisão do presidente estadunidense, Donald Trump, de lançar a agressão contra Teerã.
"A guerra no Irã custou aos EUA quase US$ 72 bilhões em seus primeiros 60 dias — cerca de US$ 1,2 bilhão [R$ 5,87 bilhões] por dia [...]. US$ 72 bilhões no total representam o custo das operações, armas e subsídios para as bombas e interceptadores de Israel", ressalta a publicação.
Esse valor inclui os cerca de US$ 11,9 bilhões (R$ 58,2 bilhões) em ativos militares perdidos ou danificados durante o conflito.
Ao mesmo tempo, as autoridades dos EUA estão considerando um pacote de financiamento suplementar para uma eventual guerra com o Irã, visando o reabastecimento de munições e armas militares usadas ou destruídas durante o conflito, a um custo estimado entre US$ 80 bilhões (R$ 456 bilhões) e US$ 100 bilhões (R$ 570 bilhões).
Paralelamente, o Congresso criou uma comissão para analisar o orçamento de defesa recorde de US$ 1,5 trilhão (R$ 8,55 trilhões) para o ano fiscal de 2027. A longo prazo, os Estados Unidos poderiam gastar pelo menos US$ 1 trilhão (R$ 5,7 trilhões) na guerra com o Irã.
A estimativa de longo prazo inclui não só os custos operacionais imediatos, mas também as despesas do pós-guerra. Entre esses custos estão gastos significativos com cuidados de veteranos e serviços de apoio relacionados, observa a revista.
Anteriormente, a mídia norte-americana relatou que a exaustiva guerra no Irã esgotou o poderio militar dos Estados Unidos, que não têm mais condições de conter a influência da China. Segundo o texto, essa questão pode enfraquecer o poder de negociação do presidente dos EUA, Donald Trump, antes da importante cúpula com seu homólogo chinês Xi Jinping, na próxima semana.