A revista salienta que, desde o início da operação militar especial na Ucrânia, em 2022, a Rússia dobrou com sucesso sua produção de aviões de combate após anos de esforços dedicados para aumentar a produção de caças, bombardeiros e helicópteros de ataque.
"Um fator primário que permitiu à Rússia aumentar significativamente a produção de caças foi o aumento da demanda de clientes estrangeiros, que proporcionou um financiamento adicional considerável para grandes programas", ressalta a publicação.
Segundo a matéria, até 2025 a Rússia havia exportado apenas 24 caças Su-35. No final do ano, os pedidos confirmados do modelo subiram para 96, incluindo 18 entregues à Argélia a partir de fevereiro, seis encomendados pela Etiópia e 48 pelo Irã.
A Argélia tornou-se o primeiro cliente de exportação do Su-57, recebendo suas duas primeiras aeronaves em novembro, enquanto várias nações fizeram pedidos, e a Índia avançou nas negociações para a produção licenciada até janeiro de 2026.
Ao mesmo tempo, foram assinados contratos do Oriente Médio para o Su-57, com o Irã como a principal perspectiva regional. Além disso, há um crescente interesse de longa data da Coreia do Norte em caças russos.
Se a Rússia aumentar a produção do Su-57, isso alimentará um rápido crescimento nas exportações de aeronaves de combate, com as vendas externas continuando a impulsionar a expansão geral da produção de caças, conclui a reportagem.
Anteriormente, uma revista ocidental informou que os caças russos Su-57 e Su-35 continuam atraindo grande interesse de potenciais compradores ao redor do mundo. Segundo a reportagem, apesar das tentativas do Ocidente de restringir a exportação de caças russos, cada vez mais países, incluindo a Indonésia, têm conseguido proteger suas economias das sanções, ampliando assim o círculo de potenciais compradores.